Mandalas, processos contínuos

Uma das minhas ultimas mandalas. Esta deu-me um pouco mais de trabalho que as anteriores devido ao dobro do tamanho. Desta vez optei por não fazer em tela mas sim em folha de tela. Já tive contacto alguns amigos, artistas iranianos, que acham as minhas mandalas similares à iluminura persa, fui pesquisar, e creio que tem algumas influências, provavelmente por gostar tanto da arte e dos pormenores artísticos deles. As coisas que o nosso inconsciente traduz é incrível, cada vez que pinto, conheço-me um pouco mais, tem sido uma jornada incrível em conhecimentos de outros artistas e, em especial do … Continue reading Mandalas, processos contínuos

Centenário de comemoração da Bauhaus

Hoje comemora-se o centenário da fundação da Bauhaus (Bau, de construção, arquitectura; Haus, casa). A sua fundação foi a 12 de Abril de 1919, logo após a primeira guerra mundial, e deveu-se ao arquitecto Walter Gropius que foi inclusive seu primeiro director. A Bauhaus cria não só um estilo mas um mecanismo de dialeto, baseado num processo racional centrado na exactidão e na economia mundial. A escola que aliava a arte, arquitectura e design com o objectivo de criar uma arte total. Resultou da fusão de dois projetos similares anteriores, a Escola de Artes e Ofícios de Weimar e da … Continue reading Centenário de comemoração da Bauhaus

Mandala de Março

Esta deu-me algum trabalho, especialmente porque me pus com algumas “invenções” nas tintas onde tive a prova viva que comprar mais baratas nem sempre dá o melhor resultado, às vezes acabamos por gastar mais e, no fundo, ter que usar as tintas melhores porque só com elas é que conseguimos os resultados pretendidos. Não sou contra os materiais mais baratos, eles são bons para experiências, não para algo que perdure no tempo. Com ela, completo a minha série de pequenas mandalas que andei a desenvolver em telas de 16cm x 16cm, onde tentei não repetir os mesmos padrões das anteriores. … Continue reading Mandala de Março

Divagações poéticas artísticas

Preto e branco, num véu de encanto. Mas não é só preto ou branco, por vezes há nuances, e os cinzas também são chamados, nas suas variadíssimas escalas. Por mais que queiramos simplificar, a mente vai buscar cor, preencher o vazio. Mas, e a magia da cor? A tela branca que tanto me encanta, faz-me sonhar e o meu pincel tocar, uma batuta que marca um ritmo. E com as mais variadíssimas cores, criam o meu mundo imaginário, de formas e linhas se constrói, algo que vai ser inesperado. Será? Aí começa a disputa de espaço, uma luta de estratificação. … Continue reading Divagações poéticas artísticas

Felícia, fragmentos de um egocêntrico (parte III)

Felícia questionou-se, porque certas pessoas que decidem ser pais? Será opção, moda, ou, se como tudo na vida de seu pai, foi aquele momento de felicidade instantânea que depois de ter passado virou desinteresse. Só se apercebeu do “estranho” a quem chamava seu pai tarde demais, era a pessoa mais egocêntrica que tinha conhecido na vida. A vida girava à sua volta, causava destruição em todos os que rodeava, daqueles que realmente se preocupavam com ele. Desde a separação dos seus pais, ela tinha-o como um ídolo, muito fruto de manipulações mentais que sua mãe fazia em ambas as partes … Continue reading Felícia, fragmentos de um egocêntrico (parte III)

Rumo ao momento

Rumo ao tão aguardado momento, movo entre expectativa e ansiedade, perco a noção da prática, pois sou tomada pela emoção. Assumo o lugar de passageira, nos desertos da minha imaginação, fujo a tempestades de areia, que me trazem de novo à razão. Sei que me contradigo, em tudo o que tenho falado, mas neste rumo para aquele destino, o racional é um pecado. Ponto de abstracção, sem definição, cabe a cada um a interpretação, de um momento descuidado. Continue reading Rumo ao momento

Porto, detalhes fotográficos

Hoje deixo apenas algumas fotos do Porto, provavelmente já as conhecem, são pequenas captações minhas. Um dia, poderei falar destes sítios, confesso que não ando com muito tempo. Deixo aqui umas imagens amadoras feitas nos meus passeios pela cidade. Bem, por hoje ficamos por aqui, noutro dia mostrarei mais um pouco de detalhes e monumentos desta cidade “Antiga, Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta” cidade do Porto. Espero que tenham gostado. Continue reading Porto, detalhes fotográficos

Felícia e a folha dourada, pequenos textos (parte II)

Foi aquele colégio, o maldito colégio em que Felícia se lembra ter passado os piores momentos da sua vida, em criança. Até, porque nessa altura, pouca vida sobrava fora desse espaço, noventa por cento das suas lembranças foram construídas ali, e todas elas, eram desagradáveis. Felícia, lembra-se daquele dia como se fosse ontem, o dia em que viu a folha dourada, ela brilhava, era belíssima… Era costume a sua professora pedir-lhe para ir buscar materiais que faltavam na aula, giz quando acabava, material de suporte quando não havia, ela era o alvo mais acessível devido ao seu alto nível de … Continue reading Felícia e a folha dourada, pequenos textos (parte II)

Felícia, pequenos textos (parte I)

Foi nessa noite que Felícia fincou o pé e marcou o seu ponto de vista sobre o assunto perante a sua mãe que lhe acabara de perguntar se já tinha telefonado ao seu pai. – Não, e não quero debater a vida dele. As escolhas que ele fez na vida foram dele, a vida é dele e eu, não posso viver as escolhas que ele fez. Posso ouvir mas mais que isso não. Não vou ser arrastada para os dramas que ele vive e, só quando está mal é que nos procura. Não vou ficar a pensar, não vou novamente … Continue reading Felícia, pequenos textos (parte I)

Inspiração…

Para onde foste? Precisei de ti na minha mente, aquele pequeno link para um clique, sem suborno nem ostentação. Só precisei de inspiração. Para onde foste? Quando te vi deixaste-me, não vivia sem ti. Desculpa, era uma mentira, vivia sim. Vida de inspirações… Há tantas fontes de inspiração. Na música, diferentes ritmos, tocam-me como se sentisse diferentes emoções. Na natureza, tantas cores, movem-me o olhar para os cenários mais incríveis. Nas viagens, tanta diversidade, que para sempre fico no lugar. No que me rodeia, basta observar, tantos seres diversos com tantas histórias para contar. Na humanidade, ambígua, impostora ou humanitária? … Continue reading Inspiração…

É possível reprogramar a mente?

Este artigo apenas expressa a minha opinião, respeito todas as outras, falo apenas de experiências que eu própria passei e estudos que fiz neste assunto. A questão que se coloca “É possível reprogramar a mente?”, para mim, é. Se é fácil? Não. Eu comecei a “reprogramar” a minha mente à cerca de um ano atrás, devido a uma crise depressiva que me provocou vários ataques de ansiedade e por consequência uma falta de vontade de viver. Atenção, estou a falar no caso de uma depressão – crise depressiva. Existem outras depressões associadas a outras doenças, sobre as quais não posso falar, … Continue reading É possível reprogramar a mente?