Ausência.

Existem alturas em que paramos, num tempo, num lugar, num momento, numa ocorrência ou numa situação. Sim, paramos. Paramos inconscientemente, porque temos que estar noutro lugar, ocorrência, situação. Mas o pensamento, esse, esse temos que filtrar porque pode nos fazer perder em divagações em momentos que nos retiramos. Luto. É um processo, para aceitar o ciclo da vida, de abraços dados, de palavras que ficaram por dizer, de proximidades que se fizeram perder, de felicidades partilhadas, de aceitações e não modificações, de dores, das ramificações, de percas. Em momentos, que complica falar, tocar, expressar, movo-me para o retiro onde me … Continue reading Ausência.

Aprender a dizer NÃO

Existe a palavra NÃO, tão libertadora, aquela que estabelece os teus limites. Já alguma vez o disseram em voz alta? Não sou guiada por o que as outras pessoas esperam que eu faça. Eu assumo o meu próprio destino, crio as minhas próprias escolhas, sigo em frente no que sei que é bom para mim. Para decidir o que dizer que não, excluo aquilo que não me identifico, não tem a ver comigo, e aí foco-me no que realmente é importante para mim: “Não quero tocar naquilo” “Não quero ir para ali” “Não identifico aquilo” “Não aceito porque me faz … Continue reading Aprender a dizer NÃO

Processo de criação “o essencial é invisível aos olhos”

Perco-me tantas vezes, inúmeras, que já nem as consigo contar. Mas neste processo de me perder, aprender, desprender, aprendo outras formas de encontrar, novos olhares e perspectivas. São tantas as perspectivas, que podemos olhar, mas para ver? Essas temos que entender. Mundo em agitação, sempre em movimentação, há quem não pare para ver. Que, para reter, algo tem que ser visto, de todos os ângulos e perspectivas, para se absorver, o próprio movimento, no caso de um objecto, o que ele nos quer dizer, que apontamento não estamos a entender, porque os nossos olhos, não são os outros olhares, quase … Continue reading Processo de criação “o essencial é invisível aos olhos”

Mandalas entre Maio e Junho

Algumas mandalas produzidas entre o mês de Maio e Junho, infelizmente, não ando com muito tempo para as desenhar, menos ainda, para as pintar. Todas elas irão ser pintadas, com tempo. Nem sempre conseguimos escrever, expressar, o que mais de interno, se está a passar. E como não sou grande escritora, nem comunicadora, prefiro a arte, para me prenunciar. Por vezes, quando quero escrever, os meus encontros internos, podem-se contradizer. Mas acho que é algo, que já não me faz confusão, quanto mais procuramos, aprofundamos cada questão. Daí, talvez, mudarmos, porque somos seres em mutações, e daí, talvez, as ambiguidades, … Continue reading Mandalas entre Maio e Junho