Mandalas entre Maio e Junho

Algumas mandalas produzidas entre o mês de Maio e Junho, infelizmente, não ando com muito tempo para as desenhar, menos ainda, para as pintar. Todas elas irão ser pintadas, com tempo. Nem sempre conseguimos escrever, expressar, o que mais de interno, se está a passar. E como não sou grande escritora, nem comunicadora, prefiro a arte, para me prenunciar. Por vezes, quando quero escrever, os meus encontros internos, podem-se contradizer. Mas acho que é algo, que já não me faz confusão, quanto mais procuramos, aprofundamos cada questão. Daí, talvez, mudarmos, porque somos seres em mutações, e daí, talvez, as ambiguidades, … Continue reading Mandalas entre Maio e Junho

Vitrines da vida

Do olhar, das pessoas que passam, indecisas ou comprometidas, em seus pensamentos, em suas vidas, estressadas ou ponderadas caminham de lugar para lugar. Olhares que se cruzam, olhares a analisar, a instigar, de espanto, alheio, curioso, profundo, tendencioso, despercebido. Um universo e vida de olhares, mas todos eles, com tanta história para contar. Espelhos e reflexos, nuances e diferenças, por trás de cada um deles, na observação da vida uma porta aberta ao mundo. Vitrines da vida, não tão simples de entender. Tudo começa no olhar. Um olhar de cada ser. Continue reading Vitrines da vida

Divagações de uma mente artística…

Já me fez confusão o número de telas que tenho paradas, mas deixou de fazer, entendi que nem sempre tenho a inspiração para continuar o trabalho que estava a produzir em determinado espaço/tempo. Ao inicio, pensava que era falta de motivação ou vontade, mas não, estava errada, com o tempo apercebi-me que eu volto a pegar nelas. Existe outra explicação. Não pinto por pintar, preciso de sentir, estar na disposição – creio que há algo de espiritual na arte, quando a fazemos de coração. O artista é um ser emotivo e criativo, logo, se está inverno, como posso pintar as … Continue reading Divagações de uma mente artística…

Quando tudo muda

Um rebuliço, ou um sossego? Períodos sossegados, processamos e fazemos planos, tranquilamente assentamos ideias, motivamos o corpo, estimulamos o pensar, brisas correm, aragens passam, o mundo gira, e nós? No silêncio nos encontramos, de corpo e alma, sem grandes oscilações, estamos focados. Mas eis que surge o rebuliço. Damos o passo, movimenta-se todo o espaço, e o tempo, deixa de ter o mesmo número de horas, e o corpo, pesa, e as brisas, começam-nos a querer empurrar, as aragens, passam a correntes de ar, o mundo, passou a ser um peão, e nós? Somos um peão no mundo. O silêncio … Continue reading Quando tudo muda

Mandalas, processos contínuos

Uma das minhas ultimas mandalas. Esta deu-me um pouco mais de trabalho que as anteriores devido ao dobro do tamanho. Desta vez optei por não fazer em tela mas sim em folha de tela. Já tive contacto alguns amigos, artistas iranianos, que acham as minhas mandalas similares à iluminura persa, fui pesquisar, e creio que tem algumas influências, provavelmente por gostar tanto da arte e dos pormenores artísticos deles. As coisas que o nosso inconsciente traduz é incrível, cada vez que pinto, conheço-me um pouco mais, tem sido uma jornada incrível em conhecimentos de outros artistas e, em especial do … Continue reading Mandalas, processos contínuos

Centenário de comemoração da Bauhaus

Hoje comemora-se o centenário da fundação da Bauhaus (Bau, de construção, arquitectura; Haus, casa). A sua fundação foi a 12 de Abril de 1919, logo após a primeira guerra mundial, e deveu-se ao arquitecto Walter Gropius que foi inclusive seu primeiro director. A Bauhaus cria não só um estilo mas um mecanismo de dialeto, baseado num processo racional centrado na exactidão e na economia mundial. A escola que aliava a arte, arquitectura e design com o objectivo de criar uma arte total. Resultou da fusão de dois projetos similares anteriores, a Escola de Artes e Ofícios de Weimar e da … Continue reading Centenário de comemoração da Bauhaus

Mandala de Março

Esta deu-me algum trabalho, especialmente porque me pus com algumas “invenções” nas tintas onde tive a prova viva que comprar mais baratas nem sempre dá o melhor resultado, às vezes acabamos por gastar mais e, no fundo, ter que usar as tintas melhores porque só com elas é que conseguimos os resultados pretendidos. Não sou contra os materiais mais baratos, eles são bons para experiências, não para algo que perdure no tempo. Com ela, completo a minha série de pequenas mandalas que andei a desenvolver em telas de 16cm x 16cm, onde tentei não repetir os mesmos padrões das anteriores. … Continue reading Mandala de Março

Divagações poéticas artísticas

Preto e branco, num véu de encanto. Mas não é só preto ou branco, por vezes há nuances, e os cinzas também são chamados, nas suas variadíssimas escalas. Por mais que queiramos simplificar, a mente vai buscar cor, preencher o vazio. Mas, e a magia da cor? A tela branca que tanto me encanta, faz-me sonhar e o meu pincel tocar, uma batuta que marca um ritmo. E com as mais variadíssimas cores, criam o meu mundo imaginário, de formas e linhas se constrói, algo que vai ser inesperado. Será? Aí começa a disputa de espaço, uma luta de estratificação. … Continue reading Divagações poéticas artísticas

Felícia, fragmentos de um egocêntrico (parte III)

Felícia questionou-se, porque certas pessoas que decidem ser pais? Será opção, moda, ou, se como tudo na vida de seu pai, foi aquele momento de felicidade instantânea que depois de ter passado virou desinteresse. Só se apercebeu do “estranho” a quem chamava seu pai tarde demais, era a pessoa mais egocêntrica que tinha conhecido na vida. A vida girava à sua volta, causava destruição em todos os que rodeava, daqueles que realmente se preocupavam com ele. Desde a separação dos seus pais, ela tinha-o como um ídolo, muito fruto de manipulações mentais que sua mãe fazia em ambas as partes … Continue reading Felícia, fragmentos de um egocêntrico (parte III)