“Se não és dos meus estás contra mim”.

Que poderei eu dizer eu sobre este tema? Falarei apenas de uma visão ampla que se vai observando na sociedade. Serei eu a única a “sentir” que andamos neste clima? Vou tentar abordar este tema, sem querer ferir qualquer tipo de susceptibilidades (não é o propósito desta reflexão). Não vou entrar pela parte económica da questão. Desde que a globalização começou a tomar proporções maiores, falo de finais do século XIX, porque este fenómeno já vem de muito antes, as pessoas e cada sociedade tem vindo a assimilar padrões comportamentais diferentes, tanto por assimilação, comparação, etc. Não entro em questões … Continue reading “Se não és dos meus estás contra mim”.

Nova jornada, pelas mandalas.

Traço  A linha imaginária, que me assiste e persiste, em aparecer. Abro A visão da razão e do coração, que disputam, pela compreensão. Deixo Balançar entre fluir e focar, numa música, sem canção. Para onde levar, irei. Em busca da emoção, que me permite viver, e aprender. Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional. Continue reading Nova jornada, pelas mandalas.

Sentimentos contraditórios.

Pensamentos em dias cinzentos e de chuva podem, erroneamente, trazer um sentimento de melancolia associado. Descortinando esse sentimento e, tentando aprofundar as questões geradas à volta do mesmo, observo um outro tipo de situação, de onde poderei retirar um conhecimento maior e dissipar um pouco, analisando-o (com ou sem sucesso). Chove, chove muito, chove de forma a que se apurar os meus ouvidos, o toque da chuva no chão torna-se quase como uma sonoridade de fundo, que me embala. Lá fora a água acumulada aqui e ali formam pequenas poças e ribeiros que se movem, com mais água a acumular … Continue reading Sentimentos contraditórios.

Desenhos – Porto (casas e eléctrico)

Entre tuas ruas,  que comportam tantas estórias, de gentes agora ausentes, mas que estiveram presentes, em tua composição.  Outras agora presentes, traçam novo rumo, dão-lhe uma nova feição. Edifícios de azulejos decorados, ou tons pincelados, marcam a sua apreciação, nos seus volumes, crescem e decrescem.   Janelas de ferro armadas, decoradas à sua própria exposição. E suas ruas e becos que se cruzam, num labirinto de fundação. Ah! E não esqueçamos os miúdos, que fazem a sua expedição, à boleia no eléctrico, correndo o risco de sanção. Porto, dos sentidos, Porto sentido.  Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – … Continue reading Desenhos – Porto (casas e eléctrico)

Desenhos – Porto (cubo e casas)

Entre as casas da Ribeira, sinto o cheiro da ondulação do Douro, cheia de graça deste Porto sentido. E faz tanto sentido, as tuas cores,  que se reflecte na cascata de casinhas, que vêm do morro até ao local onde me encontro. Entre sombras e cores, ruas de mistérios carregam histórias, como ventos que embalam e movem, os barcos rabelos ancorados no teu leito, oh Douro, porto de encantos. Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional. Continue reading Desenhos – Porto (cubo e casas)

Pintar palavras – primeira parte – Gesso.

Já enfrentei uma tela branca que espelhava mas não me reflectia, caso curioso, a tela que apenas engessei, nem poli e apenas fitei. Fitei, por opção, e não quis mais interacção.  Assim fiquei, a olhar para ela, era crua, dura, rude, mas por detrás daquele gesso aparentemente branco, que eu lhe mandei, não era mais que isso… uma tela, branca de tecido esticado, como outra qualquer…  Podia ter dado mil e um significados aquele gesso todo que lhe atirei, formou textura, criou formas, tentou-se materializar, mas não quis, não dei, foi só gesso, em cima de uma tela. Podia-me ter … Continue reading Pintar palavras – primeira parte – Gesso.

Viagens artísticas.

Ao ver-te passar nas ruas, de tão esbelta cidade, trazes-me recordações passadas, longínquas que parecem já pertencer, a um imaginário de criança. Mas essa criança, guardou as mais belas memórias, de vivências de infância, cores e aromas, quais sinto ausência, de apenas me lembrar, e não mais viver. Em tempos de inocência, retiraram-me da tua história, ó cidade de portos seguros, para a qual já não tenho retorno. Da cidade de lioz, da sua tonalidade, minha fundação irá residir, sempre em ti, guardada no meu coração, profunda inspiração. Agora esta obra, com sua criação no norte, irá viajar para sul … Continue reading Viagens artísticas.

Ausência.

Existem alturas em que paramos, num tempo, num lugar, num momento, numa ocorrência ou numa situação. Sim, paramos. Paramos inconscientemente, porque temos que estar noutro lugar, ocorrência, situação. Mas o pensamento, esse, esse temos que filtrar porque pode nos fazer perder em divagações em momentos que nos retiramos. Luto. É um processo, para aceitar o ciclo da vida, de abraços dados, de palavras que ficaram por dizer, de proximidades que se fizeram perder, de felicidades partilhadas, de aceitações e não modificações, de dores, das ramificações, de percas. Em momentos, que complica falar, tocar, expressar, movo-me para o retiro onde me … Continue reading Ausência.

Aprender a dizer NÃO

Existe a palavra NÃO, tão libertadora, aquela que estabelece os teus limites. Já alguma vez o disseram em voz alta? Não sou guiada por o que as outras pessoas esperam que eu faça. Eu assumo o meu próprio destino, crio as minhas próprias escolhas, sigo em frente no que sei que é bom para mim. Para decidir o que dizer que não, excluo aquilo que não me identifico, não tem a ver comigo, e aí foco-me no que realmente é importante para mim: “Não quero tocar naquilo” “Não quero ir para ali” “Não identifico aquilo” “Não aceito porque me faz … Continue reading Aprender a dizer NÃO