E agora?

Se fosse a pintar, com certeza iria atirar tinta contra uma tela branca. Ora esta! Onde é que se já viu tal atitude? Mas é a vontade que sinto, como poderão compreender não tenho espaço nem local para o fazer. Loucura, estou quase a ter.

De todos os pintores que estudei, é engraçado observar o que os moveu a criar as suas grandes obras e a formar os seus movimentos artísticos, mais fantástico ainda, eram suas grandes personalidades que apesar de conturbadas eram geniais.

Conforme referi ontem, um génio nunca terá que prescindir de muito para o ser, provavelmente, ele nem terá consciência que prescindiu mas quem está à sua volta é que vai provar esse efeito secundário chamado de solidão ou ingratidão. Portanto, quem faz parte do seu universo é do jeito que eles querem e enquanto eles querem, com as suas mentes conturbadas, geniais que nunca irão mudar. Não escrevo isto em alvo de critica, é apenas uma constatação.

Compreendo que a insatisfação, o gosto pela procura e o rompimento com as regras fez querer, os pintores, evoluírem e transmitirem as suas mensagens. Porque a arte sempre serviu para transmitir uma mensagem, mais ou menos clara, a sua iconografia mais complexa ou diluída sempre esteve presente para o espectador a ver – desde o quadro religioso, ao mamute na caverna, ao expressionismo do Pollock (aquele que eu referia em no inicio do texto).

Encontro-me numa encruzilhada artística numa busca de emoções condicionada. Sinto-me um Pollock com seu expressionismo e um Picasso com seus experimentalismos em conhecimentos humanos, as suas várias representações. Sempre tive um pouco disto dentro de mim, e vai continuar, uma porta entreaberta é melhor que assim o fique. Preciso de criar algo novo mas tudo está criado, não quero entrar no ridículo de determinados conceitos da arte à qual chamam conceptual (que nem todos fazem sentido, desculpem a honestidade!).

Fantástico, ainda à bem pouco tempo, olhava para uma tela e pintava. A minha mão, o meu braço, o meu corpo dançava ao som do movimento rápido dos olhos, o que a minha imaginação insistia lá por, com a ajuda das cores e suas misturas delicadas e complexas tudo começava a fazer sentido, mas não, a emotividade de Picasso tende em se por na minha frente e bloqueou-me. Vou precisar de ir para outros universos talvez o de Caravaggio (que dramatismo, péssima escolha) ou Miguel Ângelo (é que não vai para melhor)… nada melhor, ficamos com Kandinsky! Quando conseguir entender as cores como ele serei genial! Não quero ser genial!

Bem vou divagar para outros lados e pensar em inspirações porque aqui registado, ficam os Picassos e os Caravaggios que me vão na cabeça, ou não. Hm?

Pintar é libertar-se, e isso é o essencial.
Pablo Picasso

Até já 😉
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