O que poderei dizer sobre este assunto, sendo eu uma frequentadora das mesmas? Acho que apenas poderei explicar o porquê de o ser.
Aos poucos, tento desligar-me um pouco das ditas “redes sociais” porquê? No meu caso, e tudo aqui escrito vai ser apenas na minha perspectiva, cada um terá a sua e respeito totalmente as suas opiniões, todas elas são validas para cada um – não somos todos iguais.
O meu Facebook, quase que “apodreceu”, digamos que quando iniciei a minha conta achei interessante o conceito de encontrar amigos antigos, pessoas que já não via desde a minha infância. A situação de ver como estavam, no presente, foi gratificante. A minha conta sempre foi ligada apenas a pessoas que conheço, nunca aceitei convites de toda a parte.
A situação começou a deteriorar-se quando, as pessoas em vez de mandarem mensagens de “Feliz Natal” ou “Como estás?” etc., começaram a enviar os estereótipos (coisa que já se passava nos telemóveis). Compreendo perfeitamente que mandar mensagens para vastas listas de amigos não é fácil, requer tempo, coisa que hoje em dia na nossa sociedade é escassa. Cada vez mais recebia dos ditos gif’s, que nos telemóveis de hoje em dia, são um pouco inconvenientes.
Outras questões visíveis foram os desabafos. A determinada altura, chegamos a conseguir traçar o perfil inteiro de uma pessoa pelos “posts” do que estão a pensar maioritariamente escrevem ali, em vez de saírem com um amigo ou falar com alguém.
O meu WordPress, bem, aqui o caso é outro, comecei por usar como “fins terapêuticos”, a escrita ajudou-me em muito em determinada altura da minha vida, e ainda ajuda. Conforme já mencionei e, volto a mencionar, os meus posts são um pouco “de tudo” porque são a forma como me estou a sentir, vejo as coisas, encaro as coisas e, volto a dizer, a minha forma de ver – apenas.
Sim, gosto de mostrar os meus trabalhos, gosto de falar sobre as minhas viagens, gosto de falar sobre as minhas outras viagens (divagações), creio que não é um blogue muito coerente – não obedeço a linhas e a critérios – sinto, penso e escrevo.
Aqui, já interagi e interajo com pessoas magnificas, e, é verdade que nem sempre comento mas leio, os blogues que sigo, leio-os a todos. Por vezes, não no mesmo dia (outras vezes sim), mas se o gosto está lá foi porque li e assimilei, as pessoas inspiram-me, o mundo inspira-me, a natureza, tudo à minha volta me inspira. E espero continuar a interagir e ver novas pessoas que partilhem informações, pensamentos e mensagens.
Agora falo do Instagram, aqui o caso muda um pouco de figura, ao contrário do Facebook, tenho a minha conta aberta porque sou uma pessoa que dou a conhecer os meus universos e gosto de conhecer outros. No instagram, visualizo pessoas de todas as partes do mundo, e é algo muito interessante – aprender diferentes aspectos culturais e abrir novos horizontes.
Lá, entre seguidores, existem alguns que sei que têm curiosidade genuína nos meus trabalhos e eu nos deles – nas partilhas de pensamentos, filosofias, de fotografias, trabalhos artísticos, de escritas, etc,. Depois, existe o conceito, em que é muito fácil cair de “a vida maravilhosa” ou “a vida por comparação”, que é uma coisa que vai ter tendência a crescer. O instagram é um pouco o reflexo da serie “Black Mirror”, num ou outro episódio, e é bom que tenhamos consciência que todas as vidas “fantásticas” das fotos, por vezes, não são mais do que uma “agriação” de seguidores (e eu confesso, que não ligo a isso).
Sou um pouco “old fashion”, em que vivo na realidade e não nas aparências, sei que a vida não é um mar de rosas – tento não partilhar lá a minha vida, por vezes, condicionantes fazem-me acrescentar um ingrediente (à força). Não sou mais do que sou e não sou mais do que ninguém (isto não é uma critica/julgamento a ninguém especifico, é muito da generalidade, do que se vê por aí). Se sonho, sim, sonho! Mas distingo ambos e sei que se tem que lutar para atingir sonhos – disciplina e foco. Viver o meu mundo e não de comparações, tentar interferir ao mínimo no dos outros (pensar, ver se isso contribui em algo positivo e, só então falar; outras vezes um “olá só para saber se estás bem.”), a vida flui.
Por vezes, mandamos postais e recebemos postais, também é uma forma positiva de saber se está tudo bem. O problema é quando eles são interceptados por alguém que não é carteiro, ou há um engano nos endereços, temos que reescrever novamente (a arte é algo que para ser entendido tem que ser enquadrado, trabalhado, perceber contextos e há pessoas que não compreendem arte). Outras vezes, os postais podem parecer desenquadrados, creio que são postais que foram parar sítios errados. E há também postais pessoais… bem, enfim. Creio que os serviços de correios nunca funcionaram muito bem, deixa-se de parte porque gera confusão, passo a vida a receber correspondência alheia, antigos moradores.
Algumas pessoas enquadram a arte como bela e, a meu ver arte não se trata de beleza e cânones artísticos – mas isso trata-se da forma como vêem as coisas, respeito, mas não me enquadro.
No instagram, virem falar comigo no chat, do nada, sem ter nunca interagido com a pessoa porque tenho uma “imagem”, o meu processo metal é – não falar, porque não estou no instagram para discutir beleza de fotos e, o que é “beleza”? A foto até poderia não ser eu, eu até podia ser um “predador”. Entro no processo de mais questionamentos. Desfoco, desligo – volto a focar nos meus assuntos. Isto é a nossa sociedade.
Acho que, podemos aprender muito com as redes sociais, se elas forem bem utilizadas, a questão que não podemos perder de vista é a humanidade. Entre smiles, gifs, frases feitas, por vezes desumaniza-se e sei, que não é nas redes sociais que vamos encontrar a humanização mas sim, podemos passar mensagens, as correctas não as aparentes. Não sou bicho, gosto é de pensar nestes assuntos, e como influenciam as nossas vidas.
Nos novos telemóveis, cada vez que há uma interacção, tudo vibra, tudo mexe, tudo… É a forma que nos desfoca. Sim, sei que é possível tirar estes toques todos e é, exactamente isso que me faz “desligar” aos poucos das ditas redes sociais. Criar horários para as mesmas, focar – porque no que faço tenho que criar horários para ligar e desligar (mas como nos encontramos hoje, algumas pessoas, não entendem isso). Mas tudo parte de mim.
Até à próxima 😉