Apenas vou partilhar uma reflexão que, pode ou não ter sentido, análise solta, peças que não encaixa, a propósito da sociedade, a qual, por vezes, tenho que questionar. São apenas pensamentos, se alguém tiver algo a acrescentar ou a partilhar, agradeço.
Várias questões se levantam na minha cabeça, uma delas é, a rapidez com que chegou ao meu país a histeria colectiva deste fenómeno – este despertar/desesperar do espírito consumista.
São várias as alturas do ano que a televisão/anúncios em pc, entre outros meios, nos invadem a mente com a lembrança “têm que comprar” – Natal, dia da mãe, dia do pai, dia dos namorados, Páscoa (afilhados). Depois há outras alturas em que nos induzem a comprar como se fossem oportunidades únicas de uma vida – saldos e esta nova do Black Friday, uma doença que cada ano cresce assustadoramente. Demonstra bem o grau de consumismo da nossa sociedade, padrões importados de outras e endividamentos sem pensar no amanhã.
Sem querer dar lições de moral a ninguém, cada um compra o que quer e que tem necessidade, só acho este tipo de imagem assustador. Neste dia em que temos descontos de 20%, 30% etc… (assim como em algumas alturas do ano) todos têm necessidade de comprar. Neste dia, em que gradualmente os preços aumentaram em dias anteriores, todos tem necessidade de comprar. Mas, este, é o dia – é o Black Friday está aí, aproveitem.
O mundo vive de reversos injustos – sem questionamentos – apenas do agora e imediato, daqui a pouco já não tem valor… frutos de comparações.
Tanto de tudo e tão pouco de nada.


É a estética do consumo a que prevalece. Aqui no Brasil, além da exortação ao consumismo exagerado agora nos vendem a ideia de que a terra é plana, que Marx – oitenta anos antes do seu nascimento – foi responsável pela Revolução Francesa e que o nazismo foi a indiscutível afirmação da conspiração comunista. Vamos mal.
Sim Jorge.
No fundo é um puxar de cordas para cada lado e, as pessoas, bem, muitas não querem ou não têm tempo para pensar… não sei.
Continuo a achar, que em certo ponto, nos desumanizamos porque perdemos a capacidade de reflexão, ou, simplesmente se deixaram levar em alguns assuntos. Não sei, eu, continuo com os meus questionamentos… deviamos questionar mais. Mas que há “coisas estranhas” há.
E como há.
Eu estou espantada completamente…pois não sabia que isto já era assim aqui em Portugal!! Não sabia que tinha sido esta loucura.
Está a tornar-se numa sexta-feira negra!!
Dulce, eu também não sabia, como não vejo muita televisão fiquei um “pouco” espantada com isto.
Isto surgiu num âmbito de uma conversa e, tive que ver, se a imagem demonstra um todo ou parte, não sei… Só sei que não fiqueifeliz com o que vi.
Essa moda tb está crescendo aqui a cada ano. Não me identifico. Aliás, identifico-me com muita pouca coisa q venha dos EUA.
Fiz compras no dia anterior, e não pisei em nenhuma loja. Fui no sábado ao shopping, pq tinha mesmo de ser.
Acho estranho porque nós ja temos os saldos que, com o tempo se vulgarizaram um pouco… acho, que perdi noção de quando entro em época de saldos e saio dela.
Seria suspeita se não dissesse que não consumo as séries (algumas) americanas, entre outras, mas não vivo “the american way”. Confesso qie nem sei muito bem que “way” é que vivo…
Esta do vídeo é que não é, com certeza.
Um abraço Miau.
É um dia da treta, como tantos outros. Cria-se um movimento em torno destas coisas e depois gera-se uma loucura em que há feridos, mortos e tanta, tanta estupidez e fraqueza de espírito!
As verdadeiras Black Fridays aparecem sempre semanas depois da suposta data… aí sim, vale a pena avaliar e “atacar” os preços.
Enfim… há tanta coisa e esta é mais uma que é um espelho da nossa sociedade.