Apenas vou partilhar uma reflexão que, pode ou não ter sentido, análise solta, peças que não encaixa, a propósito da sociedade, a qual, por vezes, tenho que questionar. São apenas pensamentos, se alguém tiver algo a acrescentar ou a partilhar, agradeço.
Várias questões se levantam na minha cabeça, uma delas é, a rapidez com que chegou ao meu país a histeria colectiva deste fenómeno – este despertar/desesperar do espírito consumista.
São várias as alturas do ano que a televisão/anúncios em pc, entre outros meios, nos invadem a mente com a lembrança “têm que comprar” – Natal, dia da mãe, dia do pai, dia dos namorados, Páscoa (afilhados). Depois há outras alturas em que nos induzem a comprar como se fossem oportunidades únicas de uma vida – saldos e esta nova do Black Friday, uma doença que cada ano cresce assustadoramente. Demonstra bem o grau de consumismo da nossa sociedade, padrões importados de outras e endividamentos sem pensar no amanhã.
Sem querer dar lições de moral a ninguém, cada um compra o que quer e que tem necessidade, só acho este tipo de imagem assustador. Neste dia em que temos descontos de 20%, 30% etc… (assim como em algumas alturas do ano) todos têm necessidade de comprar. Neste dia, em que gradualmente os preços aumentaram em dias anteriores, todos tem necessidade de comprar. Mas, este, é o dia – é o Black Friday está aí, aproveitem.
O mundo vive de reversos injustos – sem questionamentos – apenas do agora e imediato, daqui a pouco já não tem valor… frutos de comparações.
Tanto de tudo e tão pouco de nada.