Durante muito tempo da minha vida me debati com questões bem complicadas, todos temos histórias para contar, por vezes, nem sempre queremos abrir todas as páginas e revelar.
Atravessamos a vida com percursos mais ou menos marcantes, que nos podem deixar cicatrizes e, que com o tempo, até as podemos curar e revelar a melhor versão de nós – aquela que convive com as cicatrizes, que as aceita, que sabe que cada uma teve o seu papel.
Eu, Irina, não sou uma pessoa complicada. Tenho uma postura um pouco diferente na vida, se calhar, um confronto que muitos artistas plásticos têm – introspecção e comunicação. Não sou impulsiva, não me dou facilmente (requer muita analise da minha parte), vivo de emoções constantes – sociedade, vida, natureza, cor, tempo,… – tudo me inspira. O simples facto de existir. De manhã acordo grata, vivo a vida a usufruir de cada momento dela.
Não gosto de estar presa ou condicionada, eu não tenho um único foco na vida, eu vivo a vida em plenitude. Dou por mim a ter que medir as palavras ou ter cuidado de carregar num botão porque todo o mundo vê e interpretou como a sua cabeça na sua sentença. É para o que caminhamos, a internet… a desumanização.
Humanização é quando falamos uns com os outros e tentamos perceber o outro lado, quando criamos um fenómeno de comunidade (daqueles sem intrigas, porque para o caos, já existe o mundo, com as suas políticas e guerras). Alargamento de perspectivas, visão total e global, de tudo e de todos, um baseada em respeito e carinho.
Quando damos por nós a fechar os nossos corações propositadamente, porque o mundo só vê maldade estamos a desumanizar… mas quem sou eu? Sou só Irina Marques, artista plástica que gosta de estar no seu cantinho, longe das multidões a pintar as minhas telas e a pensar, analisar.
Não, nunca vou mudar quem sou, livre… serei para bem de quem me quer bem, serei “tolerante” para quem me quer mal. Serei o que virem em mim… as vossas cabeças e as vossas sentenças.


Pois, não mudes — sê quem te apeteces ser.
Abraços, amiga!,
P.
Isso de mudar, é complicado, acho que nunca ninguém é a mesma pessoa que foi, estamos em constantes aprendizagens, creio…
Mas entendo o ponto de vista.
Abracos, P.
Acho que não percebi a mensagem.
A desumanização que vivemos não penso que seja culpa da internet. Ela apenas contribuiu para desmascarar a nossa real desumanização já existe por outros motivos.
Desumanização, sim já existe há muito, mas tem tido um fosso muito maior desde que apareceu a internet.
Eu acho que a Internet só mostrou o que já existia. A desumanização tornou-se facilmente mais exposta para todos, mas a Internet não tem essa culpa de tornado-a maior. A desumanização está para todos os lados. A Internet globalizou-a no sentido de exposição. Apenas, o meu ponto de vista.
Quando não olhamos alguém nos olhos é muito mais fácil ser desumano. Mas compreendo e respeito o seu ponto de vista Miau.
Cada um de nós temos a nossa própria experiência de vida, lógico.
Senti muito mais vezes com “olhos nos olhos” do que no mundo virtual. E, olhos nos olhos, doeu muito mais, não há cura. As virtuais esqueci-as passado uns 3 dias.
Exactamente por isso Miau.
Tentemos cada um de nós ir “humanizando” as desumanizações que nos rodeiam!
Com o coração e de consciência tranquila!
Bj
Sim, sempre, coração e consciência tranquila.
Beijo