Desde à um tempo que não escrevia nas jornadas pelo Porto, pois não tenho tido tempo e a meteorologia também não ajuda, mas como estamos todos quentinhos no conforto do lar e não temos que sair à rua e participar nas intempéries que se passam lá fora (mês de Dezembro aqui no Norte, acreditem, nem com três cobertores e dois pares de meias a coisa vai lá!), vou-vos falar de um passeio que já tinha feito à muitos anos mas que voltei a redescobrir agora à pouco tempo – Os Jardins do Palácio de Cristal e a zona das Galerias de Arte no Porto (a última parte será deixada para outro dia).
O dito Palácio de Cristal já desapareceu, tinha sido construído para acolher a Exposição Internacional do Porto, inaugurada em 1865 onde estiveram presentes o rei D. Luís e D. Maria Pia. Em 1952, foi decretado a destruição do Palácio de Cristal, dando origem a este que é visível actualmente, o Pavilhão Rosa Mota. Ficaram os jardins para nos podermos maravilhar, daí o nome jardins do Palácio de Cristal.
Também conhecidos como jardins do romântico, foram projectados pelo alemão Émile David na década de 1860, que marca o eixo central através da avenida das tílias, de onde se desenvolvem os restantes pontos. Outros jardins temáticos são o jardim das plantas aromáticas, o jardim das medicinais, o jardim das cidades geminadas e o jardim dos sentimentos.
Os Jardins do Palácio de Cristal constituem um conjunto belíssimo.
Trago-vos a este local porque para além do espaço, ser um local sossegado e de contemplação com toda a natureza em volta, temos vistas magnificas sobre o rio Douro, aqui, a cada canto, encontramos miradouros.
Ao caminhar por este local depressa vemos que ele não só tem os jardins, mas existe muita vida, formas, cores, esculturas, fontes, arquitectura, sons, brisas, gaivotas, pavões, galinhas, galos, pombos… Em cada espaço sentimos uma presença diferente, exactamente a característica que o espaço, formado pelos seus vários elementos pretende que se sinta.
Foi uma óptima ideia ter vindo neste dia, posso-vos dizer que estava fresquinho, mas o sol manteve-se, o que é óptimo. Mas obviamente terei que voltar para ver todos estes espaços floridos, com outras cores, em outras estações, tentarei postar.
Temos outro espaço, um que não se encontra com a mesma robustez que os outros jardins. Entramos numa zona de bosque, em que a vegetação se entrelaça, a arquitectura é consumida pela vegetação, o pavimento não é arranjado, digamos que a natureza ao acaso, é nestes sítios que me costumo sentar e contemplar.
A natureza inspira-me move-me a criar a pintar, a pensar na minha vida, a fazer reflexões, valorizar o que é importante e o que tenho e a lutar cada vez mais pelo presente.
Deixo-vos com algumas fotografias.
Debaixo das árvores com vista para o rio, um sentimento de sossego e paz.
Continua…
Depois de tudo isto fui almoçar a um local que não conhecia e me foi apresentado aqui por um colega, o Boteko, casa de fados, mas isso serão assuntos para outro post que este está a ficar comprido de mais.
P.s. – Não fui ver fados porque era hora de almoço.
Localização:
Rua de D. Manuel II, Porto (entrada gratuita)
Mais informações: http://www.cm-porto.pt/jardins-e-parques-urbanos/palacio-de-cristal_33