E eu não sei, em tempos,
se o meu ser foi vencido pelo cansaço,
ou se dissolveu num traço,
da minha imaginação.
Sem proporção.
Que já foi desmedida,
demasiado sentida,
uma mancha era um borrão,
fruto de ilusão.
Em aniquilação.
Ah! Mas com novas pinceladas,
agora apaixonadas,
na minha alma e coração.
Pintei a minha essência,
com técnica e persistência,
encontrei alguma vocação.
Queria eu um dia,
poder mostrar um pouco da magia,
de toda esta imaginação.
Foram as metamorfoses da vida,
não vou criar rodeios,
é simples a explicação.
O que faltou?
Tela, cor e pincel,
Lápis, folha ou papel,
o suporte correto para a emoção,
da mente e mão.
Artista é um receptáculo de emoções,
e quão estranhas são as mesmas?
Um vislumbre de sensações,
das alegrias e dores,
tristezas e dissabores,
que pretende cunhar,
pessoalmente e individualmente,
juntar pedaços de si mesmo,
lenta e gradualmente.
Para se sentir no seu pleno ser.


A Irina sabe..e com esse saber criou uma belíssima construção de palavras e emoções!
Gosto muito!
Fui-me descobrindo, um mergulho profundo ao meu ser e, bem, acho que cheguei a algumas conclusões.
Muitas palavras que nos são ditas também nos ajudam imenso a analisar e a pensar 🙂
Muito obrigado Dulce. Um beijinho.
Nunca me canso de te ler, Irina.
Poema/história arriscaria dizer. Grande viagem nestas tuas linhas.
Cumprimentos querida amiga.
Grata por poder proporcionar essa viagem.
Cumprimentos nelson. 🙂