Ausência.

Existem alturas em que paramos, num tempo, num lugar, num momento, numa ocorrência ou numa situação. Sim, paramos. Paramos inconscientemente, porque temos que estar noutro lugar, ocorrência, situação. Mas o pensamento, esse, esse temos que filtrar porque pode nos fazer perder em divagações em momentos que nos retiramos. Luto. É um processo, para aceitar o ciclo da vida, de abraços dados, de palavras que ficaram por dizer, de proximidades que se fizeram perder, de felicidades partilhadas, de aceitações e não modificações, de dores, das ramificações, de percas. Em momentos, que complica falar, tocar, expressar, movo-me para o retiro onde me … Continue reading Ausência.

Processo de criação “o essencial é invisível aos olhos”

Perco-me tantas vezes, inúmeras, que já nem as consigo contar. Mas neste processo de me perder, aprender, desprender, aprendo outras formas de encontrar, novos olhares e perspectivas. São tantas as perspectivas, que podemos olhar, mas para ver? Essas temos que entender. Mundo em agitação, sempre em movimentação, há quem não pare para ver. Que, para reter, algo tem que ser visto, de todos os ângulos e perspectivas, para se absorver, o próprio movimento, no caso de um objecto, o que ele nos quer dizer, que apontamento não estamos a entender, porque os nossos olhos, não são os outros olhares, quase … Continue reading Processo de criação “o essencial é invisível aos olhos”

Mandalas entre Maio e Junho

Algumas mandalas produzidas entre o mês de Maio e Junho, infelizmente, não ando com muito tempo para as desenhar, menos ainda, para as pintar. Todas elas irão ser pintadas, com tempo. Nem sempre conseguimos escrever, expressar, o que mais de interno, se está a passar. E como não sou grande escritora, nem comunicadora, prefiro a arte, para me prenunciar. Por vezes, quando quero escrever, os meus encontros internos, podem-se contradizer. Mas acho que é algo, que já não me faz confusão, quanto mais procuramos, aprofundamos cada questão. Daí, talvez, mudarmos, porque somos seres em mutações, e daí, talvez, as ambiguidades, … Continue reading Mandalas entre Maio e Junho

Vitrines da vida

Do olhar, das pessoas que passam, indecisas ou comprometidas, em seus pensamentos, em suas vidas, estressadas ou ponderadas caminham de lugar para lugar. Olhares que se cruzam, olhares a analisar, a instigar, de espanto, alheio, curioso, profundo, tendencioso, despercebido. Um universo e vida de olhares, mas todos eles, com tanta história para contar. Espelhos e reflexos, nuances e diferenças, por trás de cada um deles, na observação da vida uma porta aberta ao mundo. Vitrines da vida, não tão simples de entender. Tudo começa no olhar. Um olhar de cada ser. Continue reading Vitrines da vida

Divagações de uma mente artística…

Já me fez confusão o número de telas que tenho paradas, mas deixou de fazer, entendi que nem sempre tenho a inspiração para continuar o trabalho que estava a produzir em determinado espaço/tempo. Ao inicio, pensava que era falta de motivação ou vontade, mas não, estava errada, com o tempo apercebi-me que eu volto a pegar nelas. Existe outra explicação. Não pinto por pintar, preciso de sentir, estar na disposição – creio que há algo de espiritual na arte, quando a fazemos de coração. O artista é um ser emotivo e criativo, logo, se está inverno, como posso pintar as … Continue reading Divagações de uma mente artística…