Vitrines da vida

Do olhar, das pessoas que passam, indecisas ou comprometidas, em seus pensamentos, em suas vidas, estressadas ou ponderadas caminham de lugar para lugar. Olhares que se cruzam, olhares a analisar, a instigar, de espanto, alheio, curioso, profundo, tendencioso, despercebido. Um universo e vida de olhares, mas todos eles, com tanta história para contar. Espelhos e reflexos, nuances e diferenças, por trás de cada um deles, na observação da vida uma porta aberta ao mundo. Vitrines da vida, não tão simples de entender. Tudo começa no olhar. Um olhar de cada ser. Continue reading Vitrines da vida

Quando tudo muda

Um rebuliço, ou um sossego? Períodos sossegados, processamos e fazemos planos, tranquilamente assentamos ideias, motivamos o corpo, estimulamos o pensar, brisas correm, aragens passam, o mundo gira, e nós? No silêncio nos encontramos, de corpo e alma, sem grandes oscilações, estamos focados. Mas eis que surge o rebuliço. Damos o passo, movimenta-se todo o espaço, e o tempo, deixa de ter o mesmo número de horas, e o corpo, pesa, e as brisas, começam-nos a querer empurrar, as aragens, passam a correntes de ar, o mundo, passou a ser um peão, e nós? Somos um peão no mundo. O silêncio … Continue reading Quando tudo muda

Centenário de comemoração da Bauhaus

Hoje comemora-se o centenário da fundação da Bauhaus (Bau, de construção, arquitectura; Haus, casa). A sua fundação foi a 12 de Abril de 1919, logo após a primeira guerra mundial, e deveu-se ao arquitecto Walter Gropius que foi inclusive seu primeiro director. A Bauhaus cria não só um estilo mas um mecanismo de dialeto, baseado num processo racional centrado na exactidão e na economia mundial. A escola que aliava a arte, arquitectura e design com o objectivo de criar uma arte total. Resultou da fusão de dois projetos similares anteriores, a Escola de Artes e Ofícios de Weimar e da … Continue reading Centenário de comemoração da Bauhaus

Divagações poéticas artísticas

Preto e branco, num véu de encanto. Mas não é só preto ou branco, por vezes há nuances, e os cinzas também são chamados, nas suas variadíssimas escalas. Por mais que queiramos simplificar, a mente vai buscar cor, preencher o vazio. Mas, e a magia da cor? A tela branca que tanto me encanta, faz-me sonhar e o meu pincel tocar, uma batuta que marca um ritmo. E com as mais variadíssimas cores, criam o meu mundo imaginário, de formas e linhas se constrói, algo que vai ser inesperado. Será? Aí começa a disputa de espaço, uma luta de estratificação. … Continue reading Divagações poéticas artísticas

Rumo ao momento

Rumo ao tão aguardado momento, movo entre expectativa e ansiedade, perco a noção da prática, pois sou tomada pela emoção. Assumo o lugar de passageira, nos desertos da minha imaginação, fujo a tempestades de areia, que me trazem de novo à razão. Sei que me contradigo, em tudo o que tenho falado, mas neste rumo para aquele destino, o racional é um pecado. Ponto de abstracção, sem definição, cabe a cada um a interpretação, de um momento descuidado. Continue reading Rumo ao momento